domingo, 25 de novembro de 2012

Capítulo 9:"A Conversa Part 2"



Ele aconchega-se no banco e eu coloco a minha cabeça numa perna dele, deitando-me. O Ezequiel começa a fazer-me festas na bochecha, eu sorriu, como era possível aquele homem aturar-me e insistir comigo depois de tudo o que lhe tinha feito, de fugir dele, de o desprezar, de o tratar mal. Estava um silêncio estranho no carro, ouvia-se as nossas respirações e ele inspira bem fundo no parecer daquele silêncio foi super barulhento e ele fala olhando-me olhos nos olhos e continuando a fazer as festas na minha face que me faziam arrepiar e perder a vontade de lhe gritar, de lhe bater, de medir forças com ele:
-Porque é que fugiste de... -hesitou e respirou mas foi rápido a continuar a frase. - De nós?-Levantei-me e encostei-me ao outro lado do carro, olhando pelo vidro e observando a paisagem, a praia, o mar, que me transmitia paz, ganhava inspiração e sinceramente pensava em tudo o que lhe tinha feito e em tudo o que se passava, no que sentia... Respirei e ele continuou a falar, aproximou-se de mim e eu voltei-me para ele ficando a escassos centímetros dele, sentia a sua respiração enquanto ele me olhava olhos nos olhos. -E sê sincera.
Dei a volta ao seu corpo e fui sentar-me do outro lado do banco, voltando para a posição onde estava do outro lado do banco. Ele sentou-se do outro lado onde eu estava antes mas colocou os pés em cima do banco tocando assim nos meus, os seus pés estavam frios, bem fresquinhos enquanto os meus estavam quentes e com a temperatura ambiente até me sabia bem, não só pela temperatura porque sabia também que era os daquele homem.
-Não sei.-respondi com o que me pareceu mais indicado e mais sincera possível. -Não pensei no que fiz, fi-lo e pronto, eu sou assim mesmo Ezequiel, não penso e faço.
-Eu não sou assim!-deu a volta ao banco, encostou-se á porta do outro lado e voltou-se para mim e eu segui o seu exemplo, assim conseguiamo-nos olhar-nos.-É por causa disso que gosto de ti.-beijou-me mas um beijo que foi mais um encosto de lábios porque queriamos continuar a conversa.
-Como é que podes gostar de mim se mal me conheces?-estavamos abraçados e eu disse-lhe isto em forma de sussuro. Ele beija-me no pescoço e eu arrepio-me, e ele responde:
-Porque o pouco que conheço de ti foi suficiente para me apaixonar por ti.-disse beijando-me na bochecha. Eu fiquei perplexa, ele assumiu que gostava de mim simplesmente, não foi só isso ele assumiu que estava apaixonado por mim, sim apaixonado, eu não esperava ouvir, simplesmente esperava ouvir um "gosto de ti"! Abro ligeiramente a boca, pasmada com tudo, ele separa os nossos corpos e sorri assim que me vê e diz:
-Porque é que estás com essa cara?-ele sorria olhando-me.
-Porquê é que achas? Tu assumiste que estavas apaixonado por mim como querias que reagisse? Que te desse um valente beijo e dissesse o mesmo! Desculpa não sou assim tão previsível!-sorri e beijei-o, muito sentidamente na qual ele retribuiu completamente. Assim que nos separamos, ele fica quase deitado no banco e eu deito-me do lado dele a fazer-lhe festas no peito e num instante ele tira a camisola e eu delicio-me continuando a fazer festas mas o calor naquele carro não parava de aumentar e para não abrirmos a porta eu decido sair dali e ir ligar o ar condicionado, enquanto estavamos deitados, roubo-lhe as chaves do bolso sem ele entender, coloco no lugar e ligo o ar condicionado, tudo isto num estreito buraco entre os bancos da frente mas enquanto ligava, o Ezequiel dá-me uma palmada no rabo, que descarado! Mal acabo de ligar aquilo que ainda demorou algum tempo visto que era muito moderno e automático e eu mal estava habituada a carros quanto mais um moderno! Volto para junto dele e dou-lhe uma chapada na cara mas com força, fui bruta, sim é verdade mas eu não queria sê-lo, as suas feições mudam radicalmente e olha-me zangado e eu digo:
-Desculpa Ezequiel, dei com demasiada força, desculpa cariño!-disse coçando a parte de trás da cabeça, eu não queria que ele ficasse chateado comigo.
-Eu desculpo sabes porquê?-deu-me um encosto de lábios suave.-Porque te adoro princesa e adorei o facto de me tratares por cariño! Pelos vistos ficaste fã. Mas eu não te perdou por outra coisa!-disse olhando-me, enquanto voltava para a posição onde me encontrava antes de ir ligar o ar condicionado.
-Que foi desta vez Ezequiel Marcelo Garay?-sorri olhando para o seu corpo, continuando a fazer festas nos seus abdominais bem definidos.
-Só o digo se tirares essa camisa!-colocou a língua de fora, aquilo era uma provocação e eu apenas sorri mas não lhe obedeci. Ele começou a fazer-me cócegas, imensas cócegas e eu claro parto-me a rir! Depois começa-me a fazer cócegas na barriga e claro mesmo sem eu entender ele tira-me a camisola, depois de acabar aquela brincadeira, eu visto-a novamente e ele pergunta:
-Porquê é que vestiste a camisa?
Sai do banco de trás do carro e fui sentar-me no lugar do condutor, ele vai-se sentar no lugar do "pendura". Ai respondo á sua pergunta:
-Porque eu sei até onde iamos parar e eu não quero! Isto não é sexo a toda a hora!-disse olhando para ele um pouco chateada, afinal ele devia pensar que eu só queria isso e fazia-lhe a vontade sempre que o menino quisesse! Era o que faltava!
-Tens razão desculpa!-sorriu e colocou a mão sobre a minha perna. Eu retribuo e coloco a minha mão sobre a sua perna, ele sorri e eu volto a falar:
-Não sei o que sinto por ti, fazes sentir-me bem mas...-ele interrompe-me!
-Qeu...-fez uma pausa para olhar para todas as características da minha face, desde os meus lábios, ás minhas bochechas, os meus olhos e eu olho para o seu corpo bem definido.-Queres voltar a ser minha namorada?

Que irá responder Qeu ao 2ºpedido de namoro de Garay?
Qual será a reação dela? E dele?

sábado, 24 de novembro de 2012

Capítulo 8: "A conversa": Part I "

Ainda o beijo mal tinha começado quando por ironia (infeliz ou feliz) aparece o Garay, e separa o meus lábios e os do João, senti um sabor agridoce, por um lado era bom para entender o que ele sentia por mim, não através de palavras mas de ações, de saber que mexia com ele, de fazer diferença na sua vida, por outro lado era mau, porque ele era um pouco autoritário e nem a minha mãe se impedia de fazer fosse aquilo que fosse, eu fazia aquilo que a minha cabeça e coração mandassem, sou um pouco rebelde digamos e ele impediu-me de fazer aquilo que eu queria que era nem por segundos tirá-lo da minha cabeça beijando outro rapaz. Eu olho para ele com cara de poucos amigos e ele olha-me na mesma, eu senti o meu coração a palpitar mas escondo isso ao máximo, era a primeira vez que o olhava olhos nos olhos depois da minha despedida, não me querendo gabar, bastante original. Reagi com palavras furiosas para esconder o que realmente sentia:

-Ouve lá quem é que tu pensas que és para fazer isto?- olhava-o olhos nos olhos tentando parecer furiosa.-ele simplesmente sorri e responde:

-Sou o Ezequiel Garay não sei se sabes mas somos namorados...-ele sorria simplesmente. Comecei a gargalhar e depois continuei

-Nem a minha mãe me impede de fazer aquilo que quero, logo não és tu que me impedes!-abracei o João mas desta vez foi ele que separou os nossos corpos e falou:

-Tu tinhas-me dito que não namoravas.-tinha os homens que passaram pela minha vida nas últimas 24 horas a olharem-me como se me tivessem a pedir esclarecimentos.

-E não namoro!-sorri-Ele é que não deve ter entendido a mensagem.-olhei para o Garay e abri os olhos como forma de lhe colocar respeito.

-A maneira como te despediste não foi a mais óbvia!-sorriu-Preciso que mo digas diretamente porque colocares no espelho foi bom enquanto durou mas acabou não é a melhor, lamento cariño.-esta última palavra que disse foi em espanhol, a palavra com que ele carinhosamente me tratava e a forma como o dizia deixava-me sem reação.

-Já te disse que cariño é o que raio que te parta!-espetei-lhe uma chapada na cara mas sem muita força para não aleijar.-Se queres que o diga então eu repito claramente: O nosso namoro acabou!-olhei-o e dei um beijo rápido nos lábios do João. Mas este separa logo os nossos corpos e os nossos lábios e diz:

-Eu não sou o outro! E não estou para ficar aqui a aturar-vos quando é claro que vocês tem muito que falar e claramente que amam-se!-virou costas e foi-se embora, eu nem consegui reagir, e olhei para o Ezequiel á espera de alguma palavra ou reação dele mas claro que ele palavras não as teve mas teve a atitude que eu não esperava, mas sim que eu desejava no meu subconsciente. Puxa-me contra o seu corpo e beija-me, eu agarro-me a ele e num instante estavamos a namorar, claro que entre beijos, eu consigo travá-lo e digo:

-Já não sou tua namorada.-ele estava de olhos fechados mas enquanto digo esta última palavra, ele abre os olhos e olha-me, depois responde:

-Eu sei.-beijou-me-Eu não sou o teu namorado mas gosto ainda mais dos teus beijos assim.- Eu sorriu e esclareco o sucedido porque lhe digo-lhe vi a mnha marca na sua testa, sim escrito com o meu batom vermelho: "Cheiras a Sexo", pego num lenço de papel e limpo mas decido deixar uma marca minha nele, coloco bastante batom vermelho e beijo-o por toda a cara e um beijo valente nos lábios. Ele senta-se no chão e eu coloco-me no seu colo mas de frente para ele, num instante já estava sem camisola e eu agarrava-o nos ombros com força para demonstrar o meu desejo dele e de sentir ainda mais aquela atração.
Eu levanto-me e tento fugir dali, eu sinceramente não sei o que sentia por ele e não sabia o porquê de algumas atitudes para com ele: tinha acabado a nossa relação, tinha-o tratado mal, tinha-me despedido de forma invulgar e sem dar justificações mas ele vinha atrás de mim e impedia-me de desistir dele, de nós, mas ele teimoso como sempre, segue-me.
Começo a correr praia fora e ele vem atrás de mim, pega-me ao colo e depois começa a correr até ao parque de estacionamento, eu ainda tento fazer com que ele me coloque no chão mas foi missão impossível, o seu perfume, o seu toque, o seu abraço, tudo aquilo me impedia de ter forças e argumentos de lutar contra ele. Num instante chegamos lá e ele coloca-se no lugar do condutor e eu deveria colocar-me no lugar do seu lado mas claro que não é isso que faço, vou para os lugares de trás e ele vem para junto de mim, não foi preciso palavras porque mal ele chega eu começo a beijá-lo e ele entende até onde eu queria ir mas não me deixou, interrompeu os nossos beijos, colocou um dedo sobre os meus lábios antes de o beijar outra vez. E ele quer ter "aquela conversa", sobre o que se passava, o que se passou, e o que se iria passar, eu não sabia o que lhe dizer, sobre o porquê de tudo. A sua primeira frase foi:

-Qeu precisamos de falar? -ele olhou-me olhos nos olhos e sentou-se direito no banco.

-Sobre?-encostei a minha cabeça ao seu peito e ele colocou a sua mão sobre a minha cintura.

-Sobre o que sentes, sobre o que sinto, sobre a nossa relação, os nossos momentos...Queres que continue?-eu desviei o meu olhar até á sua face de modo a olhá-lo olhos nos olhos, ele faz o mesmo.

-Pensava que preferias gestos.-beijei-o.

-Eu quero falar Qeu, eu preciso de falar.

-Vamos fazer a sua vontade menino Ezequiel mas depois já sabes o que quero.-pisquei-lhe o olho e beijei-o no canto do olho.

-Está bem, o que vale é que não te resisto-sorrimos cumplicente-Podes começar...

Como correrá a conversa entre Qeu & Garay?
Será que vão esclarecer tudo o que sentem? Será que vai correr bem ou ela fará novamente das suas?

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Capítulo 7: “Aquele homem não me sai da cabeça e não, não é do coração!”



Quando me estava a preparar para sair daquela divisão e daquela casa não resisto a olhar para o pobre Garay a dormir profundamente, sorri claro, não era fofinho, nem ressonava ou estava de boca aberta como podem pensar, simplesmente estava deitado de uma forma muito estranha. Eu pensei para mim mesma:
-“Vou ter saudades dele!”-depois suspirei…Depois entendi o que tinha acabado de dizer mas que raio Raquel?! Isto é conversa de pessoas apaixonadas e tu não estás apaixonada por aquele homem, que ridículo Qeu! Mas não resisti a aproximar-me dele e a deixar uma mensagem muito minha para ele: “Cheiras a sexo!”, Escrevi-lhe na testa com o meu batom vermelho e depois sorri, assim ele não podia ficar triste pela maneira como me despedi. Ainda pensei que podia ficar magoado ou triste pelo início e fim da relação mas apenas durou umas horas não havia de ser nada que não ultrapassasse porque para mim já era assunto arrumado mas por incrível que pareça aquele homem mexia-me com a cabeça eu estava a pensar que ele ia ficar magoado e eu nunca fui de preocupar com o fim de uma relação. Ainda pensei em deixar-lhe uma mensagem tipo “carinho” porque foi a primeira palavra querida que ele me disse mas desisti da ideia afinal eu não queria que ele ficasse com a sensação que me podia “reconquistar”.
Sai da casa de banho a andar muito devagarinho e silenciosamente para não acordar ninguém, fui até á piscina para ver a minha prima e o “homem dela”. Estavam a dormir muito profundamente e bem agarradinhos, eu não a acordei e deixei-os estar. Sai daquele local e fui até á rua, não tinha boleia até minha casa e também não conhecia o sítio onde estava, por isso decidi ir a andar até descobrir o local. Acabei por ir parar a uma praia da Costa da Caparica depois de andar há algum tempo, olhei para o relógio e eram 11h, mandei uma mensagem á minha prima a dizer que acordei cedo e vim até á praia e que depois ia para casa, ela não respondeu e eu decidi que não ia esperar por ela, que ia desfrutar daquele dia bonito na praia e depois, sim ir para a minha alegre casinha como diz a música! Ahahaha
 Assim que cheguei á praia, sentei-me na areia e comecei a olhar para a água, encolhi as minhas pernas até junto do meu corpo e pousei as mãos sobre os meus joelhos, encostei a cara aos braços e comecei a pensar, como é óbvio os meus pensamentos eram… Na noite anterior, no fim da minha relação, no Ezequiel e no que sentíamos, para mim ele sentia nem mais nem menos que uma atração, era isso que eu era para ele e agora que dormimos juntos era seguir com a vida para a frente mas ele mexeu com a minha cabeça (e não, não foi com o meu coração!). Um rapaz bastante atraente, com alguns 21 anos e com barba por fazer de há 5 dias (sim os homens com esta barba encanta-me, então com ar misterioso ui!), ele aproximou-se de mim e começamos a falar, ele também tinha saído de uma relação á pouco e também precisava de alguém para desabafar, mas claro que tristeza não é comigo e divertimo-nos muito. Não tive coragem para lhe dizer quem era o meu ex-namorado, apenas lhe disse que ele o conhecia, o João quis saber mais mas eu não deixei, era a minha privacidade e ele não tinha nada a ver com isso!
Oiço o telemóvel, era uma chamada da minha prima a perguntar onde estava, queria estar comigo e depois irmos para nossa casa, eu disse-lhe e ela prometeu que vinha ter comigo, eu não lhe disse para não vir o “meu menino” porque no fundo até o queria ver, queria saber o que provoquei nele. Depois de desligar a chamada sem pensar digo ao João para irmos tomar banho no mar, ele ao início não quis porque eu não tinha biquíni mas eu despi-me e fui em roupa interior e ele seguiu-me. Quando voltamos para junto de onde tínhamos deixado a roupa e ele tinha deixado a toalha que até tínhamos que partilhar, ele beija-me e eu deixo-me levar não era um relacionamento sério, era uma relação de momento, nada sério e eu precisava de tirar o Ezequiel da minha cabeça por uns tempos nem que fosse enquanto beijava outro rapaz. Mas mesmo quando nos beijávamos e ele me tocava na cintura e eu agarrava-o no pescoço me tinha esquecido do Garay, aquele homem invadiu-me a cabeça e não, não foi o coração!
Nos primeiros 6 segundos do beijo, só para ser um pouco previsível (embora não goste disso!) aparece a Rita & companhia. O meu ex-namorado Ezequiel interrompe o meu beijo com o João…

Qual será a reação do Garay ao beijo de Qeu e João?
Como será o reencontro deles? O que reserva o futuro daquele “ex-futuro” casal?

domingo, 18 de novembro de 2012

Capítulo 6: "Foi só uma aventura"

Ele lembrou-se das minhas palavras daquelas que lhe dissera antes de estarmos em momentos realmente românticos, eu dissera-lhe que não queria fazer amor com ele antes de termos uma relação e ele quis começar uma relação séria comigo antes de o fazermos, ele não sabia o que sentia mas mesmo assim arriscou. Eu sorri ao ouvir a sua pergunta, fechei os olhos, pensei durante alguns segundos, respirei fundo, bem fundo e respondi:


-Sim, pode ser.-abracei-o-Mas eu ainda não sei o que sinto por ti e não sei o que tu sentes por mim.- Olhei-o olhos nos olhos era uma maneira de lhe perguntar o que sentia por mim e de lhe confessar que também eu estava confusa quanto aos meus sentimentos, algo que nunca aconteceu comigo antes e assumi-lo em voz alta era difícil mas eu tinha de lho dizer. Ele beijou-me mas desta vez um beijo na bochecha e sorriu e respondeu bem encostado ao meu ouvido em forma de sussurro:


-Eu também não sei o que sinto por ti mas estou disposto a descobrir e irei ajudar-te a descobrir o que também sentes por mim.-beijou-me.-Afinal és a minha princesa e a minha namorada. -Eu sorri e decidi responder-lhe á altura:


-Não sou tua princesa nem de ninguém ouviste?!-beijei-o.-Quanto ao namorada podes-me chamar porque é isso mesmo que somos.-Sorrimos cumplicemente.
Ele encostou-se á parede sentado e eu sentei-me de frente para ele e comecei a beijá-lo no pescoço, nas bochechas, na barba, mordi-lhe os lábios e dei-lhe pequenos beijos na orelha, ele beijava-me no pescoço e tocava-me no fundo das costas puxando-me contra o seu corpo, como estávamos com pouca roupa vestida o desejo tornava-se cada vez maior, eu não sei dizer bem aquilo que senti, eu tinha desejo do seu corpo, ele atraia-me, ele parecia-me tão perfeito, pode parecer foleiro mas parecia retirados das mãos de Deus de tanta perfeição junta. Ele tirou-me o soutien mas não me pediu porque eu dissera-lhe que gostava mais assim, estávamos com o corpo encostado e começamos a fazer amor, claro que tínhamos medo que o Nico e a Rita aparecessem e nos vissem assim mas esse medo só nos fazia sentir mais confiantes e mais desejosos, o medo deixava-nos ainda mais loucos. Eu gostei de fazer amor com ele não era a primeira vez para mim nem para ele mas era a forma como sempre sonhei fazer pode parecer discurso de uma mulher apaixonada mas eu tinha entendido que o que sentia era apenas atração e desejo de um homem e não amor, porque esse eu prometi que não o sentiria mais e muito menos porque aquela pessoa que eu mal conhecia e que no meu ver não queria uma relação séria mas sim mais uma “aventura”. Mas soube-me bem e delirei, devo confessar que não coloquei limites a mim mesma, agarrava-o nos ombros e não medi a minha força, arranhei-o sem medos e ele deixava e fazia pressão sobre o meu corpo para os unirmos ainda mais, em qualquer parte do corpo.
Adormecemos depois de o fazermos, ele sentado com as costas apoiadas na parede e eu com a minha cabeça na sua perna, acordei minutos depois e decidi acordá-lo nem que fosse para nos vestirmos para o Nico e a Rita não nos verem assim. Ele acordou e disse:


-Afinal não foi um sonho, foi tão bom!-sorriu e beijou-me.


-Não foi sonho nenhum foi bem real acredita-belisquei-o.-Por isso é que o quero repetir agora veste-te que vamos tomar banho.


Vestimo-nos e enquanto ele vestia os boxers voltou-se de costas para mim e eu notei que tinha deixado a minha marca nele, estava arranhado eu sorri mas decidi não lhe dizer, ele sorriu depois de me ver a sorrir mas não entendeu o porquê. Depois levou-me até uma casa de banho que sem exagero era do tamanho da minha cozinha e sala juntos (não estou a exagerar!), ligou o jacuzzi e ainda não tinha a água toda e as famosas “bolhas” ainda não funcionavam quando me colocou lá dentro e repetimos. Foi melhor do que da primeira vez mas desta vez não senti atração nem desejo, eu não sei dizer o que senti só posso dizer que amor não foi, porque eu acredito que é preciso conhecer uma pessoa para a amar e eu mal o conhecia pessoalmente porque conhecia-o muito bem no seu trabalho. Adormecemos novamente e eu acordei horas depois, a água estava gelada mas não tive coragem para o acordar decidi então deixá-lo estar, olhei para o meu relógio e ainda era cedo não passava das 7h, e agarrei no meu batom vermelho e decidi deixar-lhe uma mensagem no espelho da casa de banho:
“Foi bom enquanto durou mas acabou”.
Depois procurei as minhas roupas pela casa e fui-me embora dali e decidi enviar uma mensagem horas depois para a Rita.

Qual será a reação de Garay quando vir a mensagem de Qeu?
Será que ele irá atrás dela e lutará por amor? Porque terá Raquel fugido?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Capítulo 5: "Queres namorar comigo?"

Agarrei nas peças de roupa que estavam no chão, endireitei os meus calções e comecei a fugir da sala e do Garay, eu adorava provocá-lo e ele adorava que eu o fizesse. Olhou para mim e apenas sorriu, eu esperava que ele fosse a correr atrás de mim e comecei a afastar-me do sofá onde estávamos mas ele desapareceu durante segundos enquanto já estava no corredor e só percebi o que foi fazer porque ouvi uma música a surgir, aproximei-me um pouco para tentar perceber e ele silenciosamente foi-se aproximando de mim. Começou a correr e eu também para ele não me apanhar, claro ele como atleta eu seria a mais facilmente vencida, mas não me dei por vencida e continuei a minha corrida e já no corredor não reparei na parede e fui contra ela, cai no chão e comecei a chorar, eu não sou de me queixar mas tive dores terríveis, ele gritou:

-Qeu! -vi-a no seu olhar que estava preocupado e correu para reduzir a pouca distância que havia entre nós. Ele quis limpar a minha ferida mas não havia como, eu tinha uns calções que por acaso eram bem curtos, ele estava em boxer's, resultado pediu-me gentilmente a minha t-shirt que estava na mão e começou a limpar a ferida.
Depois pediu-me que ficasse ali que voltaria rápido, foi buscar água, algodão e Betadine para tratar da minha ferida, colocou a minha cabeça sobre a sua perna e tratou da ferida. Eu agradeci-lhe, ele foi um querido sem dúvida e eu não resisti enquanto ele aproximava a sua cara da minha testa para verificar se a ferida já estava melhor e eu beijei-o mas a atitude dele foi tudo menos o que eu esperava, ao início foi um beijo mas depois de alguns segundos, não muitos ele morde-me a língua, eu fico chateada mas não afasto os nossos lábios algo que ele tratou logo de o fazer. Eu fico chateada e com cara de poucos amigos e ia levantar-me para agarrar na minha camisola, calçar-me e ir embora mas antes claro, espetar-lhe dois estalos de mão esquerda naquela face mas ele olhou para mim, sorriu e falou:

-Eu quero tratar da tua ferida princesa.-eu olhei para ele e fiquei sem saber o que lhe dizer mas acabei por lhe responder.

-Princesa nada! Eu chamo-me Raquel e isto não é nada já passa. Agora deixa-me sair que vou para casa.-mas assim que digo isto ele sorri mas não me deixou sair. Eu continuei a responder-lhe. -E fica sabendo que me aleijaste na língua óh espertinho.

-És uma mulher muy caliente.-disse ele sussurrando me no ouvido e eu perdi as forças todas, colocou a minha cabeça no chão e deu a volta ao meu corpo até ficar ao meu lado, depois deitou-se por cima de mim e fez-me dar a volta para ele estar com o seu corpo no chão e eu por cima dele. Beijou-me no pescoço entre a orelha e as bochechas, eu perdi a noção do espaço, do tempo do que fazia e beijamo-nos o desejo foi nascendo e nascendo cada vez mais, eu só queria provocar-lhe desejo como ele me provocava, tocava nos seus abdominais, nas suas pernas, na sua cintura, beijava-lhe na boca, nas bochechas, no pescoço, nas orelhas, eu já conhecia os seus pontos fracos e fazia questão de os explorar ao máximo, ele fazia o mesmo comigo. Eu já estava sem calções, os boxer's dele ainda não tinham desaparecido porque preferia causar-lhe primeiro desejo total, ele tocava-me em todas as partes do corpo e só não teve a delicadeza de me tirar o soutien de resto acho que já me provocou em (quase) todo o corpo. Eu estava louca como nenhum homem me havia deixado até então mas não era amor, era desejo, era atracção. Entre aquele desejo todo, e com muita dificuldade em falar devido a tudo o que sentíamos consegue perguntar:

-Ainda és virgem?- eu não tinha forças para lhe responder por isso afirmei um "não" com a cabeça. Os beijos aumentavam e agora só brincávamos até encontrarmos a posição perfeita para o fazermos, eu gostava de não ser liderada e ele não me deixava liderar, sinceramente estávamos a arranjar a melhor maneira de o fazermos e nenhum de nós liderar o que era difícil e o sítio onde o fazíamos também não era cómodo, era o chão do corredor.
Mas ele consegue interromper (mais uma vez!) os nossos corpos e o que estávamos prestes a fazer para questionar

-Queres namorar comigo?-os nossos corpos já estavam afastados o suficiente para eu conseguir responder á sua pergunta com decência e ele me perguntar de cabeça e coração.

-Porque perguntaste isso?-eu não tinha percebido o porquê daquela pergunta, não tinha lógica se ele nem sabia o que eu sentia por ele.

-Tu disseste que não queria ter que isto acontecesse sem existir relação e eu quero fazer-te a vontade.-eu olhei para ele e respondi:

O que será que a Raquel terá respondido?
Será que acontecerá o que eles tanto desejam? O que sucederá?

Capítulo 4: "Não sou assim tão fácil Ezequiel Marcelo Garay!"

Eu comecei a correr até á sala, ele veio atrás de mim mas antes de começar a correr, sorriu e eu só entendi porque olhei para trás para me certificar que ele me seguia, eu comecei a pensar o porquê do seu sorriso mas sinceramente esqueci, ele era um homem misterioso, e eu gostava de todo aquele mistério. Assim que cheguei á sala, deitei-me em cima do sofá que estava em frente á televisão, ele assim que chegou quis que eu me encolhe-se para se sentar mas eu não lhe fiz a vontade e ele não pode fazer mais nada senão sentar-se no chão que deveria estar fresco. Eu estava super confortável e ele ligou a televisão e disse que se eu podia estar deitada no sofá ele é que escolhia o canal de televisão, ligou um canal onde estava o Sporting a jogar contra outro clube mais fraco, do qual não me recordo, quando começámos a ver estava a ganhar por 2-0 mas nos últimos 30 minutos a outra equipa acabou por dar a volta ao marcador e ganhar por 2-3. O jogo acabou e já me doía o corpo de estar deitada, sentei-me no chão ao lado dele e falei:

-Só de pensar que vocês já empataram com estes parolos dá-me vontade de rir!-comecei-me a rir e ele ficou a olhar para mim sem achar muita piada á situação.

-Queria ver-te a jogar contra eles aposto que levavas uma mão cheia de golos!-começou-se a rir e eu acompanhei-o, entretanto ele começou a fazer cócegas e eu deitei-me no chão de tanto rir, ele estava a olhar para mim quando parou, voltou um momento constrangedor, ficamos assim durante bastante tempo e eu decidi falar:

-Estás á espera de quê para me beijar?-sorri-lhe enquanto nos olhávamos olhos nos olhos, eu era assim mesmo, direta, fazia as coisas sem pensar, eu não mudava por ninguém, muito menos por homem algum. Eu era assim e quem não gostasse azar.

-Não sabia se querias que eu te beijasse e estava á procura das palavras certas para te pedir.- eu sorri e aproximei-me da sua orelha direita para lhe segredar:

-Os beijos não se pedem: roubam-se!- depois dei-lhe um beijo perto da orelha e comecei a beijá-lo pouco a pouco até aos seus lábios mas quando lhe beijei ao cantinho dos lábios, ele beijou-me com garra e com fé, eu sorri e deixei-o continuar, começamos a rebolar entre momentos, e quando paramos finalmente, já estávamos muito próximos da televisão, eu encostei a minha cabeça ao seu peito e ele colocou a mão na minha cintura e ficamos a olhar um para o outro mas aquele parvo fez questão de interromper o momento para falar:

-Porque é que não pode ser sempre assim?-enquanto dizia isto olhou para o tecto.

-Assim como? Contigo a estragares o momento que estávamos a viver? Tu realmente!-levantei-me e fui em direcção á televisão, vi que tinham a fantástica PS3 e não resisti em ligá-la, ele veio atrás de mim mas pegou no comando primeiro, o que significa que ele era o comando principal. Iamos jogar PES2012, sentamo-nos no sofá e preparávamos para jogar mas eu falo:

-Sabes nunca joguei na Play Station 3, mas sou pró no PES, vencer-te vai ser a coisa mais fácil!-sorri e ele olhou para mim com aquela expressão misteriosa, respondeu:

-Ahahah deixa-me rir, nunca perdi um jogo no PES e não vou perder contra uma senhora! Prepara-te para receberes a maior humilhação da tua vida!-disse ele.

-Vais aprender a jogar com uma senhora!-comecei-me a rir.-Vou-me vingar!

Eu escolhi jogar pelo Benfica e ele escolheu jogar pelo Real Madrid, mas como ele era o comando 1 escolheu primeiro e escolheu o Benfica, eu senti-me desafiada e como nunca fugi de um desafio também escolhi o mesmo clube, mudei o equipamento e tirei-o do 11 inicial e nem no banco o pus. Aos 60 minutos já estava com uns fantásticos 5-0 para mim claro! Mas ele começa-me a puxar para perto dele, começamo-nos a beijar e sinceramente nem nos preocupamos com o jogo. Quando o jogo acabou eu ganhei por 5-3, e comecei-me a rir até mesmo sem jogar eu ganhei! Começou as picardias entre nós, e claro beijos, miminhos e tudo á mistura, eu perdi a noção do mundo! Quando dei por nós estávamos deitados no sofá, ele só em boxer's e eu só tinha os meus calções que até eram curtos e ele queria tirá-los, eu não resistia áquele corpo, não era um corpo de um Homem mas sim de um Deus. Ele parou os beijos e olhou-me olhos nos olhos, agarrando as minhas ancas e perguntou:

-Tens a certeza que queres fazer isto?-perguntou ele entre beijos.

-Sim! Não perguntes tudo senão perdes a piada.-disse eu e fugi dali. Vesti a minha t-shirt e ajeitei-me, ele levantou-se e eu sussurrei-lhe:

-Não sou assim tão fácil Ezequiel Marcelo Garay! Não vais para a cama comigo.-sussurrei-lhe ao ouvido para o picar mais-Pelo menos não tão cedo!- eu estava claramente a deixá-lo louco e fugi mas ele voltou-me a seguir...

Para onde terá fugido a Raquel?
Será que será mesmo desta que acontecerá algo mais entre eles? Será que vais assumir o que sente?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Capítulo 3: "Foi o Calor do Momento"

-Não se passou nada que não o tenha feito antes no calor do momento. - eu sabia que seria apenas mais uma para a sua "colecção" e sinceramente não me importava, já não era a primeira vez que acontecia com um rapaz, eu sentia atracção e desejo mas era apenas isso com o tempo morria como já aconteceu. Fui-me afastado dele até chegar á janela e começar a observar o mar e o horizonte, eu não queria ter de o encarar, simplesmente.


-Também não é a primeira vez que acontece comigo mas mexeste comigo sem dúvida, senti uma atracção  uma ligação...- enquanto o dizia foi-se aproximando de mim e abraçou-me pela cintura, eu fiz questão de me afastar dele e de lhe dar um estalo na cara, mas quem é que ele pensava que era?! Só por ser reconhecido não tinha o direito de fazer o que bem quisesse. Respondi-lhe:

-Mas tu estás parvo ou quê? As tuas hormonas andam á solta?!-disse mostrando surpresa, quando sinceramente a minha vontade era ficar assim. Ele era misterioso o que adorava, ele fazia-me sentir bem e desejar conhecer o porquê do seu mistério e tentar desvendá-lo.

-Pela maneira como respondeste aos meus beijos só quer dizer que também querias!-aproximou-se de mim a uma velocidade estranha e muito rápida, eu fui tentando afastar-me mas acabei encostada á parede, ele cada vez foi-se aproximando mais e estava a milímetros de mim. Eu baixei a cabeça para não o encarar nos olhos, mas ele com os seus dedos obrigou-me a levantar a cabeça e fazer o que tanto temia: olha-lo olhos nos olhos, cara-a-cara. Eu não consegui resistir simplesmente: beijei-o. Ele agarrou em mim e fez com que as minhas pernas estivessem á volta da sua cintura. Ao início era apenas isso, um beijo mas o desejo começou a renascer, a atracção .. Ele "enfiou" a sua língua dentro da minha boca, passo a expressão é mesmo assim que ele fez mas eu tentei fugir mas assim que ele lhe toca eu respondo. Beijamo-nos várias vezes e só nos separávamos para respirar, num ápice, mesmo sem eu perceber estava deitada na cama, em cima dele, sim em cima dele!
O Ezequiel já estava sem camisola e a minha estava quase toda levantada, ele quis levanta-la mas eu impedi-o, puxando-a para baixo. Ele abriu os olhos e eu também o fiz e acho que me tentou perguntar o porquê, simplesmente não lhe respondi beijei-o e troquei as nossas posições, ele por cima e eu por baixo. Comecei a beijar-lhe no pescoço, no peito, e desapertei o seu botão das calças, senti que ele já estava mesmo insaciável daquele momento e fugi entre as pernas dele. Ele ficou meio perdido e ficou a olhar para mim enquanto me endireitava, ele não sabia se se vestia, se me olhava, se falava ou se me beijava e eu sinceramente também neste aquele silêncio constrangedor até nem me parecia mau. Mas ele decidiu interromper e falar:

-Porque é que fugiste do que íamos viver? É tão difícil assumires que sentes algo quando eu também sinto?!-disse revoltado, deu um pontapé na cama, estava mesmo revoltado e eu não sabia o que fazer, eu mexia com ele e ele mexia comigo mas eu nunca, nunca assumiria!

-Eu não fugi do que íamos viver, eu não assumo nada do que não sinto e vê lá se tens calma contigo porque a cama não tem culpa nenhuma! Eu não vou fazer amor com uma pessoa que mal conheço e com a qual serei apenas mais uma para a lista!-eu sabia que era disso que se tratava, ser apenas mais uma para ele.

-Tu não entendes que não és apenas mais uma?! Eu gosto de ti !! E tu foges como o Diabo da Cruz de mim e do que vivemos!- disse triste mas também revoltado, eu vi no seu olhar.

-Queres tão desesperadamente ir comigo para a cama?!-eu sabia que não era bem disso que se tratava ele sentia o mesmo que eu, um desejo e uma atracção  ou talvez amor, sinceramente não o sinto há tanto tempo que não sei...

-Não se trata disso! Eu gosto de ti!-ele sentou-se mais calmo na cama e quase que ia jurar que ia chorar e decidi fugir daquele quarto e ir não sei bem para onde e começamos a falar...

Como correrá a conversa com Ezequiel?
Será que é mesmo desta que se entendem? Será que é apenas atracção/desejo?